Diretora é afastada após denúncia de cantina clandestina em escola do DF; Secretaria abre processo disciplinar
03/04/2026
(Foto: Reprodução) Escola do DF é investigada por cantina clandestina; veja IMAGENS
A diretora do Centro Educacional 01 do Itapoã foi afastada do cargo após a denúncia de funcionamento de uma cantina clandestina dentro da escola (entenda mais abaixo).
A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal nesta sexta-feira (3). A Secretaria de Educação instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso.
O afastamento é preventivo e, segundo o órgão, foi adotado para evitar interferência na apuração dos fatos.
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A investigação e o afastamento têm prazo inicial de 60 dias para conclusão — podendo ser prorrogado pelo mesmo período, sem prejuízo da remuneração da servidora.
Cantina funcionava em espaço improvisado
Fachada do Centro Educacional 01 do Itapoã.
TV Globo/Reprodução
A denúncia veio à tona após vistoria do Conselho de Alimentação Escolar. Segundo órgão, a cantina funcionava em um espaço improvisado, embaixo de uma escada e ao lado de um banheiro dentro da escola (veja o vídeo no início da reportagem).
No local, eram vendidos salgados, refrigerantes, chocolates e bolos no pote — todos proibidos nas escolas públicas do DF. Durante a vistoria, havia alunos em fila para comprar os produtos.
Os fiscais também identificaram irregularidades sanitárias, como alimentos sem identificação de validade, armazenamento inadequado e falta de ventilação.
Outro ponto considerado grave foi o uso de alimentos da merenda escolar de forma irregular.
Na geladeira, foram encontradas seis peças de queijo muçarela com a indicação de que eram destinadas exclusivamente ao consumo institucional e não poderiam ser vendidas (veja imagem abaixo).
Seis peças de queijo muçarela com a indicação de que eram destinadas exclusivamente ao consumo institucional foram encontradas.
TV Globo/Reprodução
Esses itens deveriam ser usados apenas nas refeições oferecidas gratuitamente aos estudantes.
A legislação também restringe a comercialização de produtos ultraprocessados, como refrigerantes, doces e salgados.
Segundo o Conselho de Alimentação Escolar, a situação será encaminhada para órgãos de controle e fiscalização, que devem acompanhar as providências adotadas.
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